Prof. Orientadora: Lara Haddad
Universidade Norte do Paraná
Prof. Membro 2
Universidade Norte do Paraná
Prof. Membro 3
Universidade Norte do Paraná
Londrina, _____de ___________de 20___.
Agradecimentos
Agradeço em primeiro lugar a Deus a Jesus Cristo meu Senhor e Salvador Jesus Cristo que por diversas vezes me perdou, seja pelo meu nervosismo ou pela minha irritação, estando sempre ao meu lado aconselhando-me e orientando-me, disparando diversas vezes em minha consciência um sinal de alerta referente aos meus erros. Ao Espírito Santo, amigo e consolador, que me acompanhou durante as madrugadas ouvindo minhas murmurações e reclamações transformando-as em ânimo e disposição para continuar minha caminhada.
A Raquel Gomes Tavares, minha querida noiva, que sempre valorizou minhas habilidades e incentivou-me a dar este primeiro passo para ingressar neste universo acadêmico, e que nos momentos difíceis, esteve ao meu lado cobrando e ao mesmo tempo, me fortalecendo para não esmorecer e acreditar que devemos sempre progredir em nossa caminhada diária. Obrigado minha querida Raquel.
A minha família, aos meus pais o Sº José Jorge e Maria de Lourdes Ferreira, a minha irmã que se encontra do outro lado deste imenso globo azul torcendo sempre pelo irmão, ao meu cunhado que também torce e vibra com a certeza da minha vitória, pai e mãe, vocês que por diversas vezes me viram levantar de mau humor, brigando até mesmo com o meu reflexo no espelho, mas em nenhum minuto deixaram de me apoiar, a vocês família amada a prova do esforço e dedicação, meu muito obrigado, com o amor do meu coração.
Aos meus grandes amigos que conheci nesta instituição, amigos preciosos que com certeza sentiram a falta deste amigo ranzinza, porém agradável.
Que o Senhor Deus Pai, Filho e o Espírito Santo os guardem e os iluminem. Que o Senhor Todo Poderoso, zele pelos passos de cada um de vocês e que os abrigue em sua sombra acolhedora. São raros os amigos, e saberei guardar cada um de vocês com carinho em meu coração.
Ao meu amigo Rafael Bighetti, ou “Piriguetti”, que sempre me ajudou em dúvidas e em trabalhos os quais não muitas vezes não tinha a menor idéia de como inicia-lo. Luiz Fonteque, que deixou o curso, mas não a nossa amizade, que retorne em breve, aos amigos de tantos trabalhos, que sempre foram realizados com a responsabilidade, por eles exigidos, e dedicação de nossa parte. Obrigado a vocês todos, por tudo de bom que foram na vida deste seu amigo.
A minha professora e orientadora Lara Haddad. Obrigado por sua capacidade e paciência, obrigado pela amizade e dedicação em nos ensinar cada vez mais. Obrigado, pelo seu comprometimento, como professora.
Aos meus demais e queridos amigos, Letícia que sempre procura ajudar, Paulo o irreverente, Túlio o quieto mas que caminha rápido, Suellen que bom que sempre esta sorrindo, Dallan siga sempre em frente, Dabson o nosso ilustre visitante de Tangará da Serra, Guilherme sempre questionando alguma coisa Marcela a menina que procura sempre fazer o melhor continue assim, Raquel uma inteligência silenciosa, Vinicius um japonês original, Rafael o nosso “Boró”, Rodrigo ou “Ximba” grande sujeito, Michel um grande amigo também, Nara nossa visitante em sala de aula, grande menina, vocês amigos, que gentilmente me agüentaram e colaboraram de uma forma ou de outra com este trabalho meu muito obrigado.
"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo,
à sombra do Onipotente descansará.
Direi do Senhor:
Ele é o meu Deus, o meu refúgio,
a minha fortaleza, e Nele confiarei.”
(Salmo 91)
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS .............................................................................................................................4
RESUMO 8
PALAVRAS CHAVES.............................................................................................................................8
ABSTRACT 8
KEYWORDS............................................................................................................................................8
3 - INTRODUÇÃO.................................................................................................................................10
4 - O MOVIMENTO FIGURATIVO NA PINTURA 11
4.1 AS RAIZES DO MOVIMENTO FIGURATIVO NA PINTURA.......................................................11
4.2 A QUESTÃO DA VANGUARDA..................................................................................................12
5 - OBJETIVOS 13
5.1 GERAL.........................................................................................................................................13
5.2 ESPECÍFICO ...............................................................................................................................13
6 - MATERIAIS E MÉTODOS 14
6.1 DEFININDO OS MÉTODOS.........................................................................................................15
6.2 A INTERAÇÃO DAS PESSOAS COM AS OBRAS DE ARTE....................................................16
7 - RESULTADOS E DISCUSSÕES 21
8 - CONSIDERAÇÕES FINAIS 23
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24
RELEITURA: UM OLHAR CONTEMPORÂNEO SOBRE A PINTURA LONDRINENSE, DE 1985 A 2009.
Marcos Antonio Ferreira
Lara Gervásio Haddad
RELEITURA: UM OLHAR CONTEMPORÂNEO SOBRE A PINTURA LONDRINENSE , DE 1985 A 2009.
Marcos Antonio Ferreira
Lara Gervásio Haddad
RESUMO:
O presente trabalho tem o intuito de analisar quatro pinturas em tela produzidas em Londrina, entre os anos de 1985 a 2009. Tais obras contém, representações do patrimônio arquitetônico da cidade, a saber: Catedral de Londrina Museu de Arte de Londrina, Barragem do Lago Igapó e Rodoviária de Londrina. Os trabalhos em sua maioria, figurativos estão carregados das impressões pessoais de cada artista.
A análise dos movimentos artísticos e dos artistas londrinenses, Nani Ferrari, Lu Cillão, Conceição Garcia, Zilda Aparecida e João Henrique, procurará refletir sobre o papel do artista na atualização do patrimônio histórico de uma determinada sociedade. Para dar conta de tal tarefa serão pesquisados os movimentos da arte brasileira e do modernismo à pintura contemporânea.
PALAVRAS CHAVES:
Londrina; releitura, Museu de Arte, Pintura Digital.
ABSTRACT:
This study aims to examine four paintings on canvas produced in Londrina, between the years 1985 to 2009. These works contain representations of the architectural heritage of the city, namely: Cathedral Museum of Londrina, Londrina, Lake Dam Road and Igapó of Londrina. Although figurative, the work is born of personal impressions of each artist. This research and raise the artistic movements and representative of Brazilian artists painting in this period and to verify possible relationships between them and the works in question. The analysis will also seek reflect on the role of the artist in updating the heritage of a particular society.
KEYWORDS:
Londrina, rereading, Museum of Art, Digital Painting.
3 INTRODUÇÃO
O intuito de levantar os movimentos artísticos brasileiros, verificando os relacionamentos existentes entre eles, e o papel do artista diante da atualização do patrimônio histórico, e das impressões de cada artista em suas obras.
4 O MOVIMENTO FIGURATIVO NA PINTURA
Quando o artista deseja reproduzir em seu quadro uma realidade que lhe é familiar, assim como a sua realidade natural e sensível ou então uma realidade interna, o advento da pintura é essencial a representação pictórica de um tema.É designida como pintura figurativa. O seu tema pode ser desde uma paisagem seja ela natural ou imaginada, uma natureza morta, ou quem sabe uma cena mitológica ou cotidiana ao artista. Porém idenpedente disto a pintura manifstar-se-á pelo intermédio de um conjunto de cores e de luz.
Visto esta a única abordagem a ter sido dada ao problema em toda a arte ocidental até meados do início do século XX. Por pesquisas de Paul Cézane, os artistas começaram, a perceber, ser possível lidar com a realidade, que não necessariamente as externas, dialogando-se com características dos elementos que são próprios à pintura, como a cor, luz e o desenho.
Com o devido trabalho e aprofundamento destas pesquisas, Wassily Kandinsky, chegou a abstração total em meados de 1917, aonde a pintura abstrata não procura retratar objetos ou paisagens, pois está inserida em uma realidade própria, contudo pode ser construída, manifestando-se em uma realidade concreta porém artificial.
4.1 AS RAÍZES DO MOVIMENTO FIGURATIVO NA PINTURA
Diante das então modificações as quais a tecnologia e fabricação em massa, que cresceram com o aumento da urbanização durante o período do século 19, não podiam deixar de afetar as artes.
Primeiro foram os pintores seguindo-se dos escultores, que se sentiram profundamente afetados pela invenção do daguerreótipo, e da fotografia (1839), que em pouquíssimo tempo passou a dominar a realidade da época. A reação dos artistas foi como que imediata, pelo menos por aqueles que podiam então ser considerados como de vanguarda. Destruindo-se os temas convencionais das pinturas, mas preservavam o figurativismo.
O artista do Período Paleolítico, o seja o Homem, estava preocupado com a sua sobrevivência diária. A pintura encontrada no interior de grutas é figurativa e realista. Sendo que no Período Neolítico, já se desenvolve uma economia agrícola e pecuária deixa de ser somente caçador. Quando substitui os costumes nômades pelo sedentarismo é que se inicia o seu processo interior de abstração. Esse novo posicionamento comportamental gera mudanças. Nesse momento, a História registra a primeira modificação na Arte. O figurativo realista cede lugar à temática abstratizante. Ao olharmos o Bisão de Altamira (Paleolítico), leva o espectador afoito a pensar que o homem teria desaprendido a pintar, porém o que na verdade aconteceu foi um grande avanço. O Homem agora, dispõe de um tempo para a reflexão. Abandonaram os ateliês, e saíram as ruas, em busca de parques e estradas e de paisagens iluminadas, o artista esquiva-se da presença da realidade enfim libertando-se, abrindo as convenções e rotina acadêmica, buscando por outras oportunidades pictóricas que podiam ser encontradas à luz do dia ou pura e simplesmente na imaginação do autor.
4.2 A QUESTÃO DA VANGUARDA
A idéia de que a arte vingar no futuro era uma intuição das vanguardas, termo este extraído do jornal Avant-Garde, editado por Bakunin no ano de 1878, foi decorrente da predominância das principais correntes ideológicas e científicas da época.
Tanto para a ciência positivista, para a concepção evolucionista, como para os militantes socialistas e anarquistas daqueles tempos, o mundo estava vocacionada, para desviar-se para o futuro.
Os artistas, todavia, entendiam que este novo porvir era anunciado somente por uns poucos, por alguns eleitos das musas, que graças a sua extraordinária intuição e talento estético formavam a Vanguarda.
Apresentando as linhas gerais do que mais cedo ou mais tarde viria a se consagrar no campo das artes e dos costumes.
5 OBJETIVOS
5.1 GERAL
• Analisar e realizar levantamentos referentes aos artistas londrinenses que retrataram a cidade de londrina por intermédio de ilustrações e pinturas, de forma que se possam evidenciar suas obras;
5.2 ESPECÍFICO
• Resgatar as obras artísticas da cidade de Londrina por meio de levantamentos bibliográficos, de ilustrações e pinturas que estes artistas realizaram;
• Verificar obras de pontos turísticos de nossa cidade, abordados pelos artistas;
6 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização deste presente artigo, necessitou-se fazer um levantamento bibliográfico sobre o tema, que na pautou-se na coleta de informações, onde se buscou, pelas temáticas que envolvem o respectivo assunto que foi abordado.
As referidas informações visaram por meio da informação coletadas junto ao acervo do Museu de Arte de Londrina, construído entre os meados de 1948 e 1952 e projetado por Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, Foto Clube de Londrina Secretaria de Cultura de Londrina, Museu Histórico de Londrina, Universidade Estadual de Londrina, envolvendo os demais processos culturais.
A ilustração que em muitos casos figurativa, vem a representar algo material contendo, sendo algumas vezes abstrata utilizando-se para acompanhar e explicar além de acrescentar informações.
O referido termo é ainda utilizado, a desenhos e pinturas, comuns em jornais e revistas. Existindo ainda em ilustrações, independentes de seus textos onde, a própria ilustração passa a ser a informação principal. Possuindo uma tradição antiga, remontando às primeiras formas pictóricas continuando através da Revolução Industrial. Sendo esta pesquisa sendo possível graças aos levantamentos teóricos realizados.
6.1 DEFININDO OS MÉTODOS
O estudo origina-se das vanguardas utilizadas por estes artistas em suas relativas obras, este sendo realizado, junto ao acervo do Museu de Arte de Londrina, baseando-se em comparações, das bibliografias selecionadas, também será coletada através de análises, informações sobre o estilo destas obras através de informações com Sandra Nishimura no Centro Público de Economia Solidária, e com Sandra Jóia no Museu de Arte de Londrina, e Secretaria de Cultura da Cidade de Londrina e Universidade Estadual de Londrina e Foto Clube.
6.2 A INTERAÇÃO DAS PESSOAS COM AS OBRAS DE ARTE
Sendo a semana de Arte Moderna de 1922, realizada na cidade de São Paulo, e organizada por um grupo de intelectuais e artistas por ocasião do Centenário da Independência, considerada por muitos um divisor de águas na história da Cultura Brasileira, declarou-se assim o rompimento com o tradicionalismo então associado às correntes literárias e artísticas anteriormente impostas.
Antes da explosão do Movimento Modernista de 1922, o Brasil teve com Lasar Segall (1891-1957) seu primeiro contato coma a arte mais inovadora que era feita na Europa.(PROENÇA, 2001 p.230).
Neste período foi observado um intenso progresso estético, os artistas eram então subsidiados, pelo dinheiro vindo da criação de fábricas que surgiram diante da aplicação do dinheiro resultante do café o então ouro negro provindo da agricultura brasileira. Com as raízes nacionais, se obteve o ponto de partida para estes artistas, sendo Anita Malfatti, a provocar grande polêmica com os então adeptos da arte acadêmica. Sofrendo, porém críticas duríssimas de Monteiro Lobato, preso aos conservadores princípios estéticos.
Esta divisão entre os defensores conservadores e, uma noutra renovadora, prevaleceria por muitos anos, atingindo o seu clímax nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de 1922, sendo, que entre nós resultou em uma concepção do fazer e compreender a obra de arte. A antropofagia é iniciada por Tarsila do Amaral iniciando, assim uma nova fase artística, com o quadro Abaporu de 1928, cuja origem indígena que tem por significado “antropófago”.
(...) na medida em que a arte e justamente a realidade que se cria a partir do encontro do homem com o mundo, demonstra a absoluta necessidade da arte da arte em qualquer contexto social, antigo ou moderno conterrânea ou exótica. ( ARGAN,1909-1992,p.232)
Demarcando-se em movimentos artísticos, o Abstracionismo informal decorrente da ligação à estética não figurativa e não-geométrica, de muitos pintores, em suas obras. A palavra arte concreta é usada para designar a tendência artística surgida como evolução do Abstracionismo. Na criação artística criam-se perguntas que podem ser formuladas, ainda que cada uma, seja representada por um mero fio em uma imensa malha de inter-relações, permitindo-se assim que sejam redimensionadas as formas de criação.
Existe-se uma noção da não existência da criação artística sem acasos, porém, existente sim, em momentos intuitivos de inspiração onde descobertas acontecem durante trabalhos artísticos, quando estes apontarem novos rumos.
Linguagens representativas são criadas, por meio de estilos que levantam as questões não menos cruciais. Critérios, de quê, onde qualquer ato, um gesto ou então manifestação, pode vir a se tornar uma em obra de arte. A busca do sentido da criação acaba se encontrando também o produto final, já que o mesmo pode a vir a se tornar uma mercadoria.
A cada instante são encerrados diversos momentos de interpretação e compreensão, cabendo-se a entender a percepção de um processo dinâmico sendo que esta seletividade nos chega, regularmente em uma primeira estância diante de inúmeros estímulos. Na realidade se ganha uma obra, elaborando-a em nossa mente por intermédio de imagens, percepção, compreensão, troca de informações e criação.
É muito comum encontrar pessoas que associam, automaticamente, imagens impressas a informações, ou que imaginam que a função das imagens, quando apresentadas ao lado de um texto, é esclarecer, informar, documentar, corroborar, dizer através de imagens exatamente o que o texto diz através de palavras. (AZEVEDO, 2002, s.p.)
Desenvolvendo-se assim a presente pesquisa, por intermédio das vanguardas utilizadas por estes grandes artistas, por meio de levantamentos bibliográficos junto ao acervo do Museu Histórico de Londrina, e suas obras verificando suas técnicas e influências nas obras dos artistas londrinenses ou não.
Nas obras dos artistas locais, na fusão artística empregada ou praticada, a Arte Figurativa, denominada de pintura figurativa ou figurativismo, tem por uma definição, desenvolver-se na pintura pelo intermédio da representação.
Seja em seres ou de objetos em suas formas reconhecíveis quem as observam, e através de técnicas desenvolvidas ao longo de anos aonde a pintura, remetem ao indivíduo de onde se origina toda a criação.
Fazendo assim uma leitura comparativa, no que se refere ao emprego destes movimentos artísticos e técnicas aplicadas pelos pintores como Nani Ferrari, Conceição Garcia, João Henrique, ou Fernando Bastos “ Cidade Londrina” de 1982. , que foram influenciados ou não por estes artistas. No Brasil, ,Anita Malfatti Lasar Segall, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Rego Monteiro e Alfredo Volpi.
No entanto, é conveniente abordar, ainda que superficialmente, a questão estilística das ilustrações. O estilo é uma das marcas que diferencia o trabalho do ilustrador e faz com que ele atue mais ou menos harmoniosamente (...) (HADDAD, 2008,p.132)
Diante do acervo permanente ou por suas obras de reinauguração sendo 04 destas obras, reproduzidas, sob o ponto de vista do artista visual em uma releitura, através das pinturas digitais procurando-se assim, atualizá-las para o presente. Procurando desta forma, o preenchimento de lacunas existentes em relação, ao indivíduo e ao ambiente cultural e patrimonial, que cercam.
O ser humano sempre em busca de inovações, se vê obrigado a olhar para seu passado, em tempos onde a escrita não existia. De tempos em tempos o homem pintava, párea expressar uma boa caçada, relatando assim para gerações futuras os fatos e acontecimentos ocorridos, ou quem sabe para a realização de algum ritual de adoração a deuses.
A interligação do ser humano com a arte remonta destes tempos, passando pela busca da relação entre o homem e suas obras originando-se novas idéias, discussões e soluções possíveis diante da necessidade diante de termos de interagir no processo destas mudanças. Indivíduos tecnológicos, informatizados com o mundo que nos cerca cruzando a todo o instante com dados e caminhos invisíveis o globo terrestre. Mostrando-se, porém desligados ante a gama cultural existente em pinturas, quadros esboços e ilustrações.
Retomamos o passado e nos deparamos com uma cultura que buscava utilizar-se de tecnologias. A leitura, a escrita e a impressão dava início a esse campo de informatização, e vemos que o homem tinha essa necessidade de aprender, de se relacionar com o outro. (LÉVY, 1993, p. 34).
Nossa juventude, conhecida por ser tecnológica, digital e informatizada, cruza a todo instante com os caminhos de interatividade, através dessas novas tecnologias. E por essa causa, somos ligados a uma estrutura visual que nos leva a pensar mais e a contribuir com essa esfera em um processo de aprendizagem contínuo. Visto que existe ainda certa resistência por parte de muitos quando se fala de relação homem-máquina. As evoluções dentro desse universo digital são grandes e caminham para uma forma de interatividade e centralização da informação cada vez maior. Essa dependência digital com a máquina faz com que a inteligência artificial, responsável pela linguagem e desenvolvimento do objeto traga ao indivíduo dificuldades no contato e utilização.
Retomamos o passado e nos deparamos com uma cultura que buscava utilizar-se de tecnologias. A leitura, a escrita e a impressão dava início a esse campo de informatização, e vemos que o homem tinha essa necessidade de aprender, de se relacionar com o outro. (LÉVY, 1993, p. 34).
Observamos que a humanidade sempre buscou novas possibilidades por meio de tecnologias, culminando na atualidade com uma grande metamorfose tecnológica. A comunicação utilizando-se da linguagem tecnológica, de inovações, de descobertas resultou em suportes que ajudasse o homem a se superar em outras descobertas. Incrível como o espaço tecnológico desenvolvido pelos humanos tem essa capacidade de fazer com que haja o surgimento de outras invenções, outras idéias. Podemos chamar de espetáculo das redes de comunicação.
São consideradas os primeiros indícios das interfaces. “A impressão, por sua vez, se estrutura sobre um grande número de características de interfaces estabilizadas antes do século XV e que não são óbvias: a organização do livro em códex (páginas dobradas e costuradas juntas) e não em rolos, emprego do papel e não do papiro" [...]” (LÉVY, 1993, p. 34).
Esses são meios em que o ambiente digital proporciona ao homem, já que atualmente percebemos uma, certa preocupação com a humanização das tecnologias, ou seja, a relação homem-máquina que se dá a partir do momento em que a interação acontece através do processo de aprendizagem, envolvendo todo esse universo de formas, símbolos e linguagens.
Toda imagem, seja ela analógica ou digital, é portadora de intenções, e constitui modelo de mundo possível. Para os especialistas, a imagem virtual contém elementos potenciais ligados à sua forma processual de visualização e a sua interatividade. (PARENTE, 1993, p. 24).
Nas pessoas aonde a criatividade assiste-se a uma fluência de idéias imaginativas, existe uma flexibilidade e uma sensibilidade que as fazem capazes de apreender e compreender relações, que são aparentemente não visíveis, mas todavia, existentes na realidade. Então, para que se flua a obra de arte implica em que o artista seja capaz, de vivenciá-la, deixando-se, permitindo-se aos sentidos que se percam num emaranhado de cores e de formas. A arte se conserva, por isso surge como imprescindível ao ser humano, é uma experiência de vida que o artista partilha com o indivíduo, pois ele cria a obra, mas deixa-a suficientemente aberta para que possamos recria, ao olharmos e a apreciarmos.
A arte, a obra de arte, sugere para muitos indivíduos como um passatempo, recebendo até mesmo o atributo de mito.
7 RESULTADOS E DISCUSSÕES
A partir das leituras anteriores será, então apresentada as obras dos artistas londrinenses em ordem cronológica.
Em 1982, Fernando Bastos pintou à óleo a tela , Cidade Londrina na qual expressou sua visão da cidade, que cresce rumo ao céu em concreto armado.
Conceição Garcia , retratou a imagem da entrada do Teatro Zaqueu de Mello em 2008, dando ênfase a detalhes de sua fachada e a grade de entrda detalhadamente trabalhada.
João Gonçalves, pintou em 2009, uma Londrina que em sua modernidade não se esquecia do seu passado, relembrando dos colonos e do café que originaram esta cidade.
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Nani Ferrari, pintou em 2009 o Museu de Arte de Londrina retratando e evidenciando as curvas existentes em seu telhado em cores claras bem como a vegetação, que acaba se contrastando com a arquitetura existente.
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nas mais diversas formas e empregos de técnicas de pinturas proporcionam a busca do prazer humano em expressar sentimentos e manifestar desejos. A idéia de criarmos um mundo próprio nos fascina e nos instiga a desejarmos uma aprimoramento de nosso conhecimento. Utilizando-se de linguagens próprias em suas obras, e os resultados partir do momento de sua criação, e o que virá a seguir, caberá a cada indivíduo em particular analisa-la.
A pintura, a ilustração, o desenho em si, busca a interatividade do humano, é preciso a inserção de formas, que resultem na utilização de nossa parte da lembrança, do pensamento, estimulando desta forma o desejo de compartilhamento. Porém não basta ao artista buscar em suas obras apenas a cumplicidade do indivíduo, mas sim sua interatividade com a mesma.
Atrair o expectador de tal maneira, que este se utilize de sua percepção pensamentos, de suas lembranças estimulando-se assim o processo de interabilidade, com o meio que o cerca. Por isso a necessidade deste olhar conteporrâneo, para algumas das pinturas junto ao acervo do Museu de Arte de Londrina. Observar o que a Arte apresenta, para a sociedade é, em última análise, um alerta para as profundas modificações que, muitas vezes, estão a caminho. O artista possui a capacidade, mais do que ninguém, de ser um caçador, de mudanças, ou de um modificador de cenários, em um mundo onde o futuro é em algumas vezes, descontínuo onde, cenários, mutantes e múltiplos existem.
Tomando-se por base que Ciência é o conjunto organizado dos conhecimentos relativos ao universo, envolvendo seus fenômenos naturais ambientais e comportamentais, que no passado, os cientistas estavam interessados em descobrir e compreender os fenômenos, e de certo modo a não preocupação com as possíveis conseqüências das suas descobertas.
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